O “pistão”, no Jardim de Alah, tem espaço para encontros casuais, transas dentro do carro e sexo hard, tudo em público, à luz da lua
Maria Ísis [mariaisiss@gmail.com]
Engana-se quem pensa que o sol é requisito para que as pessoas visitem a praia do Jardim de Alah. Logo após as 18 horas, a faixa de areia próxima à parede de pedras é freqüentada por homo e heterossexuais para realizar fetiches e desejos eróticos, seja pela grana curta para o motel, para encontrar alguém disponível para programas, no mínimo, inusitados ou exercitar o voyerismo.
No “pistão”, como é conhecido o estacionamento que fica próximo, as carícias são menos intensas e ocorrem dentro dos carros. A maioria dos frequentadores é homem, na faixa etária dos 20 aos 50 anos. Boa parte deles chega sozinho e encontra ali mesmo um parceiro sexual. O movimento de carros circulando é constante. Alguns estacionam os veículos próximos a outros, abaixam o vidro, conversam e convidam para um encontro. Ao redor, os transeuntes acompanham curiosos a movimentação. Os mais exibidos chegam a se masturbar.
“O que mais gosto é que aqui você tem liberdade para fazer o que quiser. Se acontecer de rolar uma transa, ótimo. Se não acontece, não deixa de ser divertido também”, diz o cearense Mário*, 23 anos, que em todas as visitas à capital baiana – uma média de oito por ano – faz questão de comparecer ao pistão.
Perto dali, o tapete de grama, onde ficam coqueiros, e que serve de espaço para exercícios físicos e de relaxamento durante o dia, à noite, tem uma destinação bem menos inocente. O chamado “tapetão” funciona como um local para o encontro inicial dos que chegam a pé. Os aparelhos de musculação funcionam como banquinhos, são pontos de encontro, e os coqueiros servem de “camas verticais” para apoio dos casais mais desinibidos.
É possível ver garotos de programa, jovens ainda vestidos com a roupa do trabalho e pais de família. Em menor número, casais héteros também aparecem. “Já fui para transar com meu namorado. Fomos com o carro dos pais dele. Achei excitante a experiência, mas não saímos do veículo”, conta Larissa*, 20 anos, estudante.
Com espaço garantido para o exibicionismo, o voyeurismo e o dogging (vide box), além de uma barraca de praia que vende cerveja e petisco até de madrugada, o pistão é um destes lugares que passam despercebidos, mas possuem muitos atrativos. “Não podemos ter uma visão preconceituosa. Praticar sexo em público é um fetiche, um comportamento normal, comparável a vestir uma fantasia ou utilizar acessórios sexuais, como algemas, por exemplo”, aponta a psicóloga Ivani Ribeiro.
O único cuidado é garantir que os observadores da transa, se existirem, não se sintam constrangidos ou animados a ponto de tentarem interferir no namoro. Praticar sexo em público, apesar de não ser desvio comportamental, se enquadra como atentado ao pudor, com pena de reclusão de seis a dez anos prevista nos artigos 213 e 214 do Código Penal. Mas no tapetão isso não parece ser um problema. Afinal, o espaço existe há anos e nunca os namorados foram presos ou submetidos a constrangimentos moralistas.
Dogging – Prática sexual cunhada na Inglaterra em que os adeptos transam dentro ou fora de automóveis, com uma platéia ao redor. A brincadeira mistura exibicionismo, voyeurismo e swing. Deve obrigatoriamente ser feita ao ar livre e à noite. Durante a transa, os ocupantes acendem a luz interna ou os faróis. O público não pode abrir a porta ou tocar nos protagonistas do jogo, a menos que sejam convidados. Nesse caso, a senha é a abertura das janelas.
Se oriente – Já existe um mapa para quem gosta de fazer sexo em lugares inusitados. Alguns dos melhores locais do mundo para se fazer sexo em público estão aqui. Já foram marcados locais de vários países. Em terras brasileiras, apenas a Ilha Comprida, MS, foi inserida no mapa. Com certeza há mais. Participe e envie uma foto do local mais inusitado em que você já fez sexo.
*Os nomes reais das fontes foram preservados.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
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estou frustada com o jardim de alah, ja fui duas vezes e nao vi nada......
ResponderExcluirFrustrada? Entao me chama que te mostro la o mundo de fantasias.
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